|
Todos os processos da empresa são
baseados em, ou geram, algum tipo de dados e informações.
Por exemplo, quando você emite uma Nota Fiscal de Venda de produto a um
cliente, está gerando muitas outras informações úteis nesse processo:
- A pessoa que vai emitir a nota está preparada para isso? Pode haver
necessidade de treinamento na atividade;
- Ocorrerá redução de seu estoque: Será preciso efetuar nova compra?
- Estará aumentando a receita atual ou futura e os saldos que podem ser
em caixa, no banco ou em Contas a
Receber – provavelmente será necessário efetuar operações com esses
valores;
- Se você for o responsável pela entrega, terá de se preocupar com toda
a logística da venda, incluindo embalar, estocar e remeter o produto;
- A nota deverá ser lançada nos livros fiscais e impostos deverão ser
apurados e pagos.
Estes são apenas alguns processos gerados, pode haver vários outros. A
intenção é apenas ilustrar como uma atividade qualquer gera outras
atividades, dados, documentos etc., numa cascata.
Imagine-se fazendo isso sem o auxílio do computador.
Terrível, não? E sem contar, ainda, que caso você necessite saber tudo
que vendeu para um cliente em particular, sem a informática, seu gasto
será muito maior em perda de tempo, mão-de-obra, confiabilidade, rapidez
etc., inclusive correndo o risco de que, quando acabe o levantamento,
ele esteja desatualizado e não seja mais necessário para a tomada de uma
certa decisão. Muito pior, não é?
Sob este aspecto, o investimento em informática pode sair bem barato na
relação custo/benefício. Imagine a seguinte pergunta: Quanto deixarei de
ganhar por não tomar a decisão mais correta? (a resposta até pode ser:
perder o negócio).
Os investimentos nesta área envolvem:
- aquisição de hardware (micros, impressoras, scanners etc.);
- aquisição de licenças de uso de software (você compra apenas o direito
de usar os programas em seu computador e deve ter uma licença do
respectivo programa para cada micro que tiver na empresa. Ex.: 10 micros
– 10 licenças de uso do sistema operacional, 10 licenças para editores
de texto e assim por diante).
Não se iluda, achando que pode economizar neste tópico através da
pirataria. A Lei Nº 9.609 de 19.02.1998 (Lei do Software) , deixa claro
no seu artigo 12, a pena por esse ato: "Violar direitos de autor de
programa de computador: Pena - Detenção de seis meses a dois anos ou
multa."
Em 2005 foram registrados mais de R$ 3 milhões em indenizações pagas,
nos casos de pirataria de software e violação dos direitos autorais,
segundo o Informativo Semanal da Business Software Alliance (BSA) de
24/01/06.
Portanto, nunca utilize software pirata, mas caso você infelizmente
possua alguma cópia, destrua ou regularize imediatamente a fim de evitar
problemas. Para mais informações sobre o assunto, informe - se em
www.regularize.com.br.
- aquisição de infra-estrutura de rede, para interligar os micros entre
si ou a servidores – indispensável para permitir o trabalho em grupo e o
acesso rápido a informações disponíveis na rede – tem tomado nova
dimensão com o advento do uso de intranets1;
- conexão com a Internet2, através da contratação dos serviços de um
provedor de acesso (ex: uol, aol, terra etc.) e da conexão (linha
telefônica discada, speedy, ou outra modalidade);
- treinamento aos operadores no uso dos programas;
- assistência técnica para o hardware, software e infra-estrutura da
rede.
Em se tratando dos programas a serem utilizados, existe uma vasta
quantidade de ofertas no mercado, que abrangem inúmeras utilidades e que
devem ser escolhidas conforme a necessidade de cada negócio.
Entretanto, dificilmente qualquer empresa poderá passar sem o uso de um
editor de texto, uma planilha eletrônica, um gerenciador de banco de
dados simples e um sistema operacional de rede.
É importante que seja levada em consideração a escolha dos softwares
mais disseminados no mercado, seja pela facilidade que sua empresa terá
em obter assistência técnica, facilidade de treinamento além de
mão-de-obra abundante. Hoje você pode escolher entre os campeões de
vendas, Windows como sistema operacional de
rede e Office como ferramenta de retaguarda, da Microsoft, ou opções
abertas como Linux e Open Office ou mesmo as ferramentas online Textos e
Planilhas do Google.
Por sua vez, para automatizar as atividades operacionais, nada melhor
que um sistema integrado de gestão (ERP – Enterprise Resources Planning
– Planejamento dos recursos da Empresa), que contém módulos destinados à
automação de atividades de faturamento, controle de estoques, emissão de
livros fiscais, emissão de folha de pagamento,
controle financeiro – incluindo contas a pagar, a receber e emissão do
fluxo de caixa, controle da produção (se houver), da qualidade,
contabilidade3, controle de ativos e outros, atualizando grandes bases
de dados compartilhadas, como por exemplo o Microsoft SQL ou Oracle.
Os sistemas integrados de gestão existem nos mais variados tamanhos e
preços. É uma ferramenta recomendada para negócios com faturamento
superior a R$ 800 mil anuais.
Sua implantação pode levar de três a seis meses (mais do que isso já
indica algo de errado no processo), conforme a complexidade de sua
empresa e o grau de envolvimento de seu pessoal na implantação (ouça o
que todos os envolvidos em sua utilização tem a dizer, não apenas o
pessoal técnico).
Possuem valor de compra e implementação alto e, mesmo após finalizada
sua implantação, podem não ser percebidas economias de recursos.
Lembre-se que esse sistema não traz vantagens financeiras imediatas,
tornando apenas a execução das atividades mais fáceis e confiáveis (após
algum tempo de utilização, as informações contidas em seus bancos de
dados passarão a ajudá-lo de diversas maneiras).
Aproveite para organizar o fluxo interno de informações durante a
implantação, isso ajudará o sistema a operar bem. Uma forma prática de
realizá-lo é através da implantação de um sistema de qualidade, caso
ainda não o tenha, como a NBR ISO 9001, por exemplo. Aliada ao ERP, será
extremamente valiosa na gestão da empresa.
No Brasil, podemos enumerar ERP’s do tipo R/3 da SAP, Datasul ou
Protheus da Totvs/Microsiga. Em todo caso, antes de comprar qualquer um
deles, peça junto ao vendedor uma lista de empresas usuárias e consiga
dele visitas a algumas dessas empresas, escolhidas por você, a fim de
verificar seu funcionamento na prática e o grau de satisfação delas no
uso do sistema. Isso lhe dará uma boa idéia acerca de qual deles
comprar, pois como trata-se de investimento alto tanto para aquisição
quanto para implantação, você deve estar bem informado antes de fechar o
negócio.
A informática, devido ao seu valor estratégico e sua complexidade, não
deve ser deixada a cargo de "curiosos". Se sua empresa não tem porte
para um cargo de diretor ou mesmo gerente de informática (formados na
área), deve ter ao menos um Supervisor ou Consultor Externo
especializado, a fim de que não se cometam erros de dimensionamento das
necessidades e conseqüente estouro nos prazos de implantação, aumento de
despesas não computadas inicialmente, ou pior, má escolha dos recursos e
naufrágio da implantação.
Outro aspecto muito importante a levar em consideração, diz respeito à
segurança dos dados da empresa.
Comenta-se muito sobre o perigo de ataques de "hackers" aos sistemas de
empresas.
Uma pesquisa realizada recentemente pelo Gartner Group indica que a
média em termos de valores resultado de ataques praticamente
quintuplicou, passando de 257 dólares por vítima no ano de 2005, para
1.244 dólares em 20064 !
Isso significa que alguns cuidados devem ser tomados por você a fim de
minimizar esse risco: manter backups periódicos (cópias de segurança dos
dados e dos sistemas) a fim de poder retornar as informações em caso de
pane ou ataque, de maneira a manter o negócio funcionando sem perdas;
instalar antivírus, com atualização periódica, nos servidores e nas
estações de trabalho a fim de impedir ataques, geralmente feitos pelo
recebimento de arquivos infectados por vírus ou outros agentes
maléficos, através do e-mail.
Muitos outros mecanismos de proteção podem (e devem) ser implementados
(Proxy Servers, Firewalls etc.), a fim de reduzir os riscos. Porém, para
que sejam eficazes, há necessidade de estarem devidamente parametrizados
por profissionais capacitados, baseados em severas regras de uso.
Numa pesquisa anterior5, o Gartner Group citou quatro "vulnerabilidades"
que facilitam os chamados "cyberataques":
- Comunicação com parceiros e fornecedores (afinal, não se pode confiar
que eles sejam cuidadosos o suficiente no quesito de segurança);
- Projetos não integrados de segurança (é indispensável o auxílio de
profissionais gabaritados, a fim de integrar todos os sistemas com
segurança);
- Administração do sistema sem regras rígidas (deve-se estabelecer
sempre quem pode e quem não pode acessar certos serviços no sistema e os
graus de segurança de cada tipo de informações disponíveis nos sistemas
da empresa);
- Falta de integração no gerenciamento dos riscos (por exemplo, de que
adianta ter os usuários de uma rede acessando a Internet via um Proxy
Server com sistemas de correio eletrônico como o Exchange da Microsoft,
por exemplo, com todos os cuidados referentes ao que pode ser acessado,
com antivírus atualizado e tudo mais, se for permitido que algum usuário
da rede se conecte à Internet via linha discada, sem proteção? As regras
têm de ser seguidas por todos).
Portanto, mesmo que custe um bom dinheiro manter a segurança dos dados
de sua empresa, sempre será muito menos do que você tem a perder por
negligenciá-la.
-------------------------------------------------------
Notas
1. "Intranet são redes privadas de empresas que utilizam a
infra-estrutura de comunicação de dados da Internet [essencialmente o
protocolo de comunicação TCP/IP e o ambiente gráfico do browser, como
por exemplo, o Internet Explorer da Microsoft ou o gratuito Mozilla
Firefox – N.A] para se comunicarem entre si ou com qualquer outra
empresa conectada à Internet." – Fonte: Guia Internet de Conectividade
da Cyclades, 1996.
Sua empresa pode criar várias páginas web de uso interno, como uma
mini-Internet, e disponibilizar grandes quantidades de informação a seus
funcionários, a fim de agilizar atividades, disseminar conhecimento e
informações e, inclusive, acessar dados das aplicações principais da
empresa, como, por exemplo, o ERP, de forma bastante simples e prática.
2. A Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação
no Brasil 2005, publicada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (cgi.br)
mostra que o uso da Internet no dia-a-dia das empresas brasileiras é bem
grande (mais de 96%). O uso da rede por empresas menores é ligeiramente
inferior. Segundo a pesquisa, as atividades mais realizadas pelas
empresas na web foram os serviços financeiros e bancários (79%) e o
monitoramento de mercado (56%). Apenas 27% das empresas usaram a rede
para treinamento e educação. Somente 59% das empresas tem página na
internet, negligenciando assim o marketing.
Ao não utilizarem (ou subutilizarem) a Internet, essas empresas deixam
de usufruir de seu real potencial estratégico: procura de novos
mercados, inclusive no exterior, e a possibilidade de efetuar compras
conjuntas com outras empresas do setor, reduzindo assim os seus custos e
aumentando suas chances de sobrevivência.
3. A Contabilidade é uma valiosa fonte de informação que permite
conhecer melhor a empresa, através do histórico de seus registros. Os
ERP’s permitem um uso rápido e adequado dessa informação, podendo gerar
estatísticas e projeções relevantes ao negócio, que de outra forma
permaneceriam desconhecidas.
4. HYPERLINK
"http://www.network1.com.br/noticia03.asp"http://www.network1.com.br/noticia03.asp
-
Dicas Sonicwall ajudam usuários a se protegerem contra ataques phishing
[ato de atrair alguém para um site falso na web – N.A.].
5. Revista Computer Reseller News – CRN, nº 150, de outubro de 2002. "Cyberataques"
significa principalmente, o ataque de "hackers". Estes por sua vez, são
pessoas que fazem acessos não autorizados, a um sistema. Apesar do
perigo externo, sinto informar que 70% ou ainda mais, dos problemas com
os sistemas e até mesmo roubo de informações, são feitos pelos próprios
funcionários da empresa. |